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"Desejo", quero me transformar em você. by Alcibíades
— Bom dia, filho de Deus. Vai cortar esse cabelo quando? — disse o meu tio Flávio, coçando a barba recém grisalha dele enquanto se servia com uma xícara de café. Estávamos na mesa apenas eu, minha prima e ele, como todas as manhãs das minhas férias de 2015. Eu gostava bastante de passar o São João lá no lar dele no interior, justamente pela liberdade que esse espaço me proporcionava, o oposto do que eu encontrava em casa.
Era o início da manhã e eu estava virado, passei a madrugada em claro ouvindo música e conversando, enquanto ele e a sua filha mais nova tinham acordado há pouco tempo, pois eram bem matutinos. Já a mais velha e a mãe delas só se levantavam depois das dez. O ar estava bastante frio, era junho, e eu vestia apenas uma camisa e uma cueca samba canção. Eu havia feito um chocolate morno e um misto, já que nunca fui adepto ao café, e me dirigi à sala de jantar para tomar café da manhã com eles, até que Flávio me deu aquele bendito bom dia.
Ao ouvir aquelas palavras do meu tio, o ambiente ficou mais frio, meu pé gelou e comecei a palpitar. Eu não havia cortado o meu cabelo há uns seis meses, e era de se esperar que o meu tio, um homem tradicional da igreja, iria comentar sobre. Ele era pardo, estava com o cabelo extremamente curto para disfarçar a calvície, e tinha uma barba cheia, mas falhada, sendo mais ressaltada na região do cavanhaque. Não vou mentir que, no fundo, eu queria cortar o meu cabelo, sentir os tufos caindo pelos ombros, a lâmina fria e úmida raspando o pezinho, sentir o vento no couro cabeludo; eu conhecia essa sensação desde a infância. Contudo, a repressão intensifica o tesão, e eu estava experimentando isso. Para além, 16 anos é uma idade que clama pela rebeldia, deixar o cabelo crescer representava isso para mim.
— Talvez nunca — eu disse como resposta à pergunta do meu tio Flávio.
— Rapaz, homem não deixa o cabelo crescer assim não. Se você quiser eu pego a minha maquininha e resolvo isso — ele soava um pouco risonho enquanto falava, como se a ideia de raspar a minha cabeça fosse engraçada. O engraçado na verdade é o fato de que, se isso acontecesse, eu iria me divertir bem mais do que ele.
— Não, obrigado, tio — eu disse enquanto gritava "sim, por favor" por dentro.
— Se você quiser, tem uma barbearia lá embaixo também, os guri lá cortam bem — respondeu.
— Tá — falei monossilabicamente para enterrar o assunto de vez, e assim aconteceu, começamos a jogar conversa fiada com outro tema.
Esse foi um dos dias que eu mais tive que usar o autodomínio para não perceberem o volume entre minhas as pernas, até porque a mesa era de vidro. Havia recusado na hora, mas por dentro… nossa… Eu diria que o principal motivo da recusa nem era ter que raspar o cabelo, era a vergonha do risco de ter uma ereção na hora.
Vamos lá, e sem julgamentos, eu tinha uma atração um tanto sutil pelo meu tio. Digo que essa atração ultrapassava o puro sensorial e atravessava a minha subjetividade: eu desejava mais do que aquilo que eu via. Não havia somente admiração, atração pelo cheiro, ou uma série de fantasias provenientes da cabeça de um adolescente que assistia pornografia, era muito mais do que isso. Ele representava aquilo que eu queria ser: um homem calvo, barbudo, confiante e, inevitavelmente, magnético.
Por coincidência ou não, atualmente me comparam bastante com ele. Dizem que pareço ser mais filho dele do que do meu próprio pai. Hoje estou careca, com uma barba mais cheia e densa do que a dele, costumo raspar a cabeça duas vezes por semana e faz mais de uma ano que minha barba está crescendo; não pretendo cortá-la nem tão cedo.
Retomando às fantasias da adolescência, eu desejava o meu tio pra caralho. Acho até um pouco doentio pensar que, aos 19 anos, numa vez em que fui visitá-lo e tive que ficar no antigo quarto de casal dele, gozei em sua cama enquanto pensava nas formas que ele me tomaria para se satisfazer. Uma das minhas maiores fantasias era, à moda grega, um homem mais velho me tomar como seu para se satisfazer e, em troca, me ensinar a amar outra pessoa da forma mais íntima possível. Não importa mais se era por daddy issues ou por crescer ouvindo Lana Del Rey, isso ficou apenas nos meus sonhos, nunca realizei isso, e agora estou calejado demais para ser jovem, inocente e imprudente, faltam só 3 anos e alguns meses para os 30 chegarem.
E hoje estou aqui relembrando como eu queria dizer sim para o meu tio. Como eu queria que ele perguntasse qual pente era para passar no meu cabelo, e eu diria "nenhum, quero ficar que nem você". Tenho certeza que ele não ligaria, e eu, após me segurar bastante enquanto ele me transformava no rapaz que eu queria ser, iria descarregar tudo sozinho em um quarto escuro à noite ao passar a mão na minha cabeça e sentir nada além da pele e da aspereza dos fios cortados rente.
Até hoje fantasio sobre aquele dia. Eu queria que o tio Flávio me tomasse, dissesse que iria me fazer homem. Logo, eu tiraria a camisa e ele faria o mesmo. Eu queria que ele massageasse os meus cabelos pela última vez, pegasse uma tesoura e dissesse que iria jogar todo o meu cabelo no lixo, onde ele pertence. Então, ele tiraria a bermuda e me botaria para mamar o seu cacete duro enquanto descuidadamente cortaria todo o cabelo em minha cabeça. Eu iria sentir os fios caírem pelos meus ombros, pelo meu rosto, pelas minhas mãos. Iriam misturar-se com minha saliva enquanto eu chupava o pau dele e, aos poucos, me aproximando cada vez mais à sua imagem.
Após toda essa bagunça, ele me olharia de cima para baixo: uma folha em branco, um jovem incipiente, uma propriedade pronta para ser reivindicada. E eu estaria vidrado, com os olhos devotos ao meu senhor, com todo o meu cabelo no chão, pronto para que ele me tomasse para si. Eu seria um bom garoto enquanto ele me raspasse completamente com a máquina zero, eu seria um bom garoto quando ele me tomasse para si e me fodesse como ele nunca foderia sua esposa, e eu seria um bom sobrinho por guardar o segredo.
Contudo, mais uma vez, isso nunca aconteceu, apenas as diversas fantasias que eu tive desde então. E, no final, eu não me importo em apenas viver a fantasia. Antes do físico, do toque, da matéria, a ideia foi a primeira substância que me excitou. No início da adolescência, eu não conhecia o sexo gay, ainda não havia assistido pornografia ou visto outro homem nu, mas passava horas no Orkut lendo comentários de homens em comunidades de carecas sobre como eles costumavam raspar o cabelo. Os relatos e detalhes me excitavam naturalmente, mesmo sem ter gozado uma vez sequer. Eu fui descobrindo o que era masturbação ao passo que lia sobre os barbeadores favoritos dos caras, sobre o momento em que eles decidiram passar a ser carecas, quanto à reação das pessoas, como eles se sentiam livres e com a autoestima elevada. Eu queria alcançar isso.
Por mais que para mim fosse profético que um dia eu seria careca, nunca cogitei que isso ocorreria tão cedo. Achava que demoraria o momento em que eu deixaria o transitivo direto "desejar" para enfim alcançar o copulativo "estar", e enfim simplesmente SER. Contudo, sou ansioso demais para esperar, e agora estou há mais de um ano sem deixar o meu cabelo crescer, até cheguei a arrancar uns fios para aumentar as minhas entradas, mas deixei a depilação de lado por um tempo.
Mesmo sendo um homem careca, e barbudo ainda por cima, pois a barba é outro fascínio meu, a imaginação ainda é um dos fatores que mais me excitam. Eu amo imaginar cenários, ver vídeos e fotos de homens raspando a cabeça, fantasiar sobre raspar o cabelo do meu namorado novamente, idealizar como seria a aparência de umas pessoas que eu acho atraente carecas, admirar outros carecas nas ruas. Dentre tantas atividades, escrever minhas ideias e vivências no intuito de publicá-las neste site satisfazem o meu desejo íntimo de ser compreendido por alguém. Também me divirto a possibilidade de servir como aquele diabinho que sussurra nos ouvidos, e quem sabe levaria você, leitor, caso ainda não fosse careca, a ceder à tentação. Talvez isso não aconteça agora, contudo tenho certeza de que a ideia continuará plantada em sua mente, contribuindo futuramente para um deleitoso desfecho.
É por isso que eu aprecio tanto as ideias, o conjunto delas é o pilar fundamental do meu desejo. Elas funcionam como se tivesse um homem pelado em cima de mim e eu não pudesse fazer nada. Elas me instigam, me atiçam, e essas provocações me levam a um prazer que nenhum outro homem jamais poderá me proporcionar. Até quando estou transando, eu me agarro ao turbilhão de imagens, desejos e fantasias que tenho, e elas em conjunto com o contato físico daquele momento me levam ao orgasmo.
É por isso que eu gosto tanto de ter esse fetiche. Já quis muito não desejar o que fantasio, mas há mais paz em matar um desejo que busca, por todas as vias possíveis, uma forma de morrer, do que lutar contra essa pulsão.